Falta espaço para os vereadores na Câmara Municipal de Santa Luzia

Depois da briga pelos eleitores, vereadores disputam gabinetes. Como o
número de vereadores aumentou de 13 para 17 o prédio principal, que
fica ao lado da igreja matriz da cidade, não possui condições de receber
a nova demanda.
De: Hoje em Dia Cidade

Depois da posse dos eleitos, as câmaras municipais de diversas cidades
mineiras enfrentam agora um outro problema: a falta de espaço para
abrigar os gabinetes dos parlamentares. Em todo o Estado são 569
vereadores a mais do que na legislatura anterior espalhados por 124
municípios. Em muitos locais, os prédios já chegaram ao limite de sua
capacidade.

É o caso de Santa Luzia, na região metropolitana. No município, o
número de vereadores aumentou de 13 para 17 e o prédio principal, que
fica ao lado da igreja matriz da cidade, não possui condições de receber
a nova demanda.

Um outro detalhe dificulta ainda mais a situação. O edifício faz parte
do centro histórico e é tombado. Portanto, para efetuar qualquer
intervenção é preciso uma autorização do Instituto Estadual do
Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e da Secretaria Municipal de
Cultura.

A solução para o impasse pode ser a utilização de um prédio que também
pertence à Câmara, mas que fica distante cerca de um quilômetro do
prédio principal. Essa, pelo menos, é a intenção do presidente da Casa,
Pedro de Teco (PTC). “Já estão sendo feitas obras de adaptação. Em
fevereiro tudo estará pronto”, afirmou.

O Hoje em Dia esteve no local e não percebeu nenhuma
intervenção. Pelo contrário. No local funciona atualmente o setor de
assistência judiciária da prefeitura. Uma funcionária no local confirmou
a situação. “Teve esse boato, mas parece que não vamos sair e eles não
vão vir”, disse. Questionado, Pedro de Teco não quis comentar a
situação. Além de abrigar os gabinetes, a Câmara de Santa Luzia
precisará reformar o plenário, porque não há assentos para todos os
vereadores.

Gastos

Em Congonhas, região Central do Estado, o número de parlamentares subiu
de nove para 13 e a situação deve demorar mais seis meses para ser
resolvida. A intenção do presidente do Legislativo municipal, Adivar
Barbosa (PSDB), é a de alojar os vereadores no prédio atual da Câmara e
transferir a administração para o edifício antigo, distante cerca de 200
metros.

“Somente com a reforma estimamos um gasto de R$ 50 mil”, disse o
vereador. Até a realização da obra, os quatro novatos devem ocupar salas
que serão alugadas com o dinheiro público.

Já em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a adaptação de espaços devem
ser suficiente para abrigar os novos vereadores. Na cidade, o número
subiu de 21 para 27. Com isso, alguns setores serão remanejados. No
plenário, não haverá problema pois o local possui capacidade para 33
pessoas.

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