Bairro Bom Destino: Obra de duplicação da BR-381 pode esbarrar nas remoções

BR-381 no Bairro Bom Destino, Santa Luzia (MG).
O projeto para a execução das obras foi finalizado. No entanto, o reassentamento de 1.400 famílias instaladas irregularmente às margens da via, em Belo Horizonte, Sabará e Santa Luzia, ainda não foi iniciado.

De: Hoje em Dia Cidade

O prazo para a duplicação da BR-381, no trecho conhecido como Rodovia
da Morte – entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Leste do
Estado –, pode ficar comprometido. O governo federal, por meio do
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), garantiu
entregar a obra até 2015, mas marcou para 2016 a data limite para que
municípios cortados pela rodovia façam a desapropriação de áreas
invadidas às margens da estrada.
O projeto para a execução das obras foi finalizado. No entanto, o
reassentamento de 1.400 famílias instaladas irregularmente às margens da
via, em Belo Horizonte, Sabará e Santa Luzia, ainda não foi iniciado.
O Hoje em Dia teve acesso, com exclusividade, a um dos termos de
compromisso assinados com as prefeituras. No fim do ano passado, o
ex-prefeito de Santa Luzia, Gilberto Dorneles, se reuniu com o
diretor-executivo do Dnit, Tarcísio Gomes de Freitas, para formalizar um
repasse de mais de R$ 17 milhões ao município. A quantia deverá ser
aplicada no reassentamento e indenização de 400 famílias que vivem na
área de domínio da BR-381 há 30 anos.
O problema é que o Dnit concedeu à prefeitura prazo de três anos, a
partir do dia 7 deste mês, para a remoção das famílias e execução das
obras. Se o município não agilizar os trabalhos, não será possível
entrar com as máquinas para fazer a duplicação, especialmente no trecho
da região metropolitana. Ao todo, a obra contempla 303 quilômetros da
rodovia.
Mais dinheiro
O atual prefeito de Santa Luzia, Carlos Calixto, informou que irá a
Brasília no próximo dia 23 pedir a revisão do termo de compromisso
assinado por seu antecessor. Para ele, a planilha de valores apresentada
no documento é rígida e o preço pago pelo metro quadrado do terreno
está muito abaixo da realidade.
Embora as famílias residentes no entorno da rodovia ainda não tenham
sido notificadas sobre as futuras desapropriações, Calixto afirma que há
moradores que preferem receber o dinheiro em vez de um apartamento.
Independentemente do desfecho da viagem, o prefeito afirma que o
cadastro das famílias começará em março, um mês após as licitações de
seis lotes da duplicação. Apesar do impasse, o
Dnit garante que não haverá atrasos na obra.