Cruzeiro e Atlético empatam em clássico de 105 minutos

Reviravoltas, confusão, expulsões. Teve de tudo no clássico entre
Cruzeiro e Atlético. No placar, ao final de 105 minutos foi de 2 a 2.

De: Hoje em Dia Esportes

Reviravoltas, confusão, expulsões. Teve de tudo no clássico entre
Cruzeiro e Atlético. No placar, ao final de 105 minutos (isso mesmo, o
segundo tempo foi até os 57 minutos)  2 a 2, com Matheus e Wallyson
marcando para os celestes, e R49, uma pintura, e Leo silva para os
Alvinegros. em um clássico tumultuado dentro e foram de campo. A
arbitragem foi bastante criticada pelos atletas da Raposa e do Atlético.
Apesar disso, a intenção era exaltar um clássico disputado, na bola,
com uma festa imensa dos torcedores e muitos gols. Mas o que se viu na
partida entre Cruzeiro e Atlético, neste domingo, no Independência, foi
uma partida tensa, confusa e com episódios lamentáveis dentro e fora de
campo, apesar da emoção nos minutos finais.
Mas fora dele o dia já começou tenso, com atleticanos disparando
foguetes contra cruzeirenses, a torcida celeste enfrentou policiais
militares no Independência. Dentro da arena, os torcedores da Raposa
atiraram objetos dentro de campo; três jogadores foram expulsos (Pierre,
Bernard e Leandro Guerreiro) e o árbitro perdeu o controle da partida,
ouvindo muita reclamação dos dois lados.
Na próxima rodada, no Serra Dourada, os cruzeirenses encaram o
Atlético-GO na primeira rodada do returno. Já o Alvinegro segue em Belo
Horizonte e, no Independência, enfrenta a Ponte Preta.
O JOGO
O clássico começou empolgante. Os dois times demonstravam muito vigor e
disposição, buscando vencer cada dividida. O Atlético, mesmo jogando
apenas com a presença de torcedores da Raposa, começou melhor. Nas
jogadas de bola, lateral, faltas e escanteios, os atleticanos buscavam
surpreender os celestes na jogada aérea. Com três zagueiros altos em
campo, a defesa azul resistia.
Se o Galo insistia na técnica e no toque de bola, o Cruzeiro respondia
com a dedicação na marcação e os lançamentos buscando o faro de gol de
Borges e a velocidade de Fabinho. O sistema defensivo cruzeirense, bem
postado e focado em anular dos principais criadores alvinegros,
incomodava. Desta forma, o Galo teve que insistir mais nos cruzamentos,
buscando, sobretudo, a cabeça de Jô. O atacante Fabinho, aos 14 minutos,
em disputa de bola com Leandro Donizete e Júnior César, sofreu uma
lesão no joelho esquerdo e teve que deixar o jogo. De maca, o jogador
saiu bastante abatido e chorando. Wallyson foi escolhido para substituir
o homem de frente.
A substituição surtiu efeito. Logo no primeiro toque na bola Wallyson
mandou a bola para o fundo das redes atleticanas. O Cruzeiro fez boa
trama pelo lado esquerdo, Everton cruzou rasteiro para área, de
carrinho, o atacante desviou a bola para as redes, vencendo o goleiro
Victor. Festa cruzeirense no Independência. O lado esquerdo celeste
seguia incomodando o Atlético, Everton, Montillo e Tinga infernizavam
Marcos Rocha e Danilinho.
O Galo, por sua vez, buscava nos lances de bola parada o empate, uma
vez que tinha dificuldade em vencer a forte e voluntariosa marcação
cruzeirense. O árbitro do confronto, um tanto quanto rigoroso,
distribuía cartões amarelos para a Raposa: Borges, Lucas Silva e Leandro
Guerreiro receberam advertências antes dos 25 minutos da etapa inicial.
Pierre foi advertido pelo lado alvinegro.
Uma confusão já nos minutos finais deixou o clássico mais feio. Bernard
e Matheus, aos 37 minutos, discutiram e outros jogadores acabaram se
envolvendo. Marcos Rocha e Júnior César deram tapas naos rostos de
Everton e Lucas Silva, respectivamente. O juiz apenas amarelou Bernard e
Matheus, que deram início ao tumulto. Um relógio foi atirado no gramado
pelos torcedores que acompanhavam a discussão. Aos 43, o Galo conseguiu
sua melhor chance, Danilinho recebeu lançamento e cabeceou, desmarcado,
mas a bola passou rente ao gol celeste.
Aos 47, quando o primeiro tempo parecia estar fadado a vitória parcial
celeste, Leonardo Silva aproveitou desvio no primeiro poste e, de
virada, colocou a bola no ângulo de Fábio, sem chance para o goleiro do
Cruzeiro. O zagueiro comemorou bastante o tento, junto ao banco de
reservas do Atlético, sendo abraçado por todo o elenco. Ao final da
primeira etapa, cruzeirenses reclamaram do rigor dos cartões com o
árbitro.
ETAPA FINAL
Mais retraído na parte final da etapa inicial, o Cruzeiro, após sofrer o
gol nos acréscimos, voltou do intervalo mais ofensivo. Tinga e Lucas
Silva eram os principais escapes da saída de bola da Raposa. Pelo lado
atleticano, a ideia era aproveitar a velocidade de Bernard e Danilinho.
Aos 5 minutos, torcida celeste atirou vários objetos dentro do campo,
inclusive em direção ao juiz. Árbitro prometeu colocar na súmula o fato.
Bernard, que foi pegar um dos objetos no campo, empurrou Leandro
Guerreiro, que tentava evitar. Montillo foi próximo aos torcedores e
pediu que eles deixassem o jogo transcorrer. Policiais foram destacados
para perto do banco de reserva alvinegro para que utilizassem os escudos
para conter os objetos atirados em direção aos atletas e comissão
técnica do Galo. Alguns torcedores foram detidos pelos policiais e
encaminhados à delegacia do estádio.
Os jogadores e o trio de arbitragem ficaram no meio do campo, esperando
que o tumulto proporcionado pela torcida cruzeirense fosse solucionado.
O jogo ficou paralisado por cerca de dez minutos. A Polícia Militar
garantiu a continuidade da partida. Pela troca de empurrões, Bernard e
Leandro Guerreiro levaram o segundo cartão amarelo e foram expulsos do
embate.
Com as expulsões, Celso Roth pediu que seus volantes ficassem um pouco
mais e evitassem a subida, guarnecendo a frente da defesa. Já o Galo
perdeu sua principal arma ofensiva, uma vez que Bernard incomodava Léo e
buscava as jogadas pela esquerda.
Com a sequência de fatos confusos, o ritmo do clássico diminuiu na
primeira metade. Tanto Atlético quanto Cruzeiro perderam pique . O Galo
estava um pouco melhor na parte final, mas pecava no passe final e não
conseguia incomodar Fábio. Aos 40, a Raposa deu o troco em um lance de
Borges, que ganhou a disputa com a zaga alvinegra e finalizou, obrigado
Victor a realizar defesa milagrosa. Ao final, Pierre, por um pontapé em
Montillo, foi expulso.
Ronaldinho Gaúcho, aos 45,  marcou um golaço. Em uma arrancada desde o
meio de campo, o camisa 49 alvinegro passou por quatro marcadores e
tocou no canto de Fábio. Uma obra de arte do jogador que foi duas vezes
melhor do mundo, relembrando os tempos aúreos do atletas, que brilhou
com a camisa do PSG e Barcelona. Na sequência, Montillo, em cobrança de
falta, mandar a bola na trave, tirando a respiração de todos
atleticanos.  Tinga, já nos acréscimos, finalizou de fora da área, a
bola desviou na mão de Leandro Donizete e foi para fora, em lance
duvidoso, com a Raposa pedindo penalidade.
A Raposa pressionava bastante em busca do gol, mas a bola teimava em
não entrar em lances incríveis. No entanto, aos 56, em lance lindo de
Montillo, Matheus desviou cruzamento do argentino para o fundo das redes
de Victor. A torcida da Raposa foi a loucura no Independência,
celebrando o empate em uma partida muito tensa, dramática. Os jogadores
do Galo foram para cima do árbitro do confronto, lamentando os
acréscimos na etapa final.